Num primeiro momento, os empresários beneficiados e os dirigentes sindicais aplaudem a decisão do governo federal no aumento do imposto de importação sobre uma gama de produtos. A decisão vigorará por determinado prazo e objetiva proteger o mercado interno da concorrência estrangeira. Isso também quer dizer que se espera que sejam mantidos os empregos necessários para a produção nacional, mantida a demanda atual.
Trata-se de uma opção política que na verdade não irá preservar a economia nacional no futuro. Mas poderá ser um gap necessário para que o governo ofereça outras condições necessárias para o aumento da produtividade industrial. Mas isso o governo não anunciou.
A melhoria da produtividade poderá ser oriunda de novos investimentos ou da aplicação de novas tecnologias com a melhoria do pessoal empregado.
Com essa volatilidade demonstrada pelo poder público de baixar e subir tributos de uma hora para a outra, a tarefa de novos investimentos sempre será avaliada com muito mais cuidado. Deve-se levar em conta que o preço por unidade relaciona-se com o volume de consumo. Com o aumento do preço, as quantidades diminuem, afetando a necessidade de emprego. Com a redução do preço por unidade, o com sumo tende a aumentar com a necessidade do aumento do emprego.
Em outras oportunidades, o governo já andou escolhendo empresário para se transformarem em enormes empresas líderes nacionais, inclusive com incursões no mercado externo. E os resultados não estão sendo animadores.
A decisão dos investimentos privados em infraestrutura com a participação de empresa estatal em regime de concessões poderá resultar em alguma aplicação daqui a 36 meses. A experiência da Infraero não é um bom exemplo de incentivo. Talvez funcione com alguns novos escolhidos.
Resta a opção da melhoria do pessoal. Entre as várias opções, estaria a de revogar a igualdade de remuneração para funções iguais ou semelhantes. Com a possibilidade do empregador, a seu livre arbítrio, pagar mais para aqueles que contribuam com mais eficácia para os resultados a produtividade cresceria de maneira difusa.

